Criações

BambaVambaWamba

29ª Criação

Julho 2016

Quem foi Bamba (c. 643-687/688 DC)? Qualquer aproximação que o busque representar não pode ignorar esta maturação milenar e transcendental, essa que o fez transformar-se possivelmente noutra "coisa" pelo seu devir.

Três actores e um palco vazio. A evocação do mesmo rei, perpassando uma paisagem cultural ibérica pelo mito revisitado de Bamba (Vamba ou Wamba). Mito fundacional, revelador da circunstância humana, ontem como hoje. Um período muito concreto da história política peninsular, onde o teatro, enquanto arte do espectáculo, só pode contribuir para a sua universalidade.

É este o desafio da ESTAÇÃO TEATRAL, quando se busca sempre o compromisso de que uma nova encenação se estabeleça, antes de mais, como um dispositivo que só pode funcionar em conexão directa com o público, no reconhecimento de que o teatro se desdobra num verbo que, na verdade, são dois: ver-fazer. São doze anos de actividade explorando uma linguagem integral que possibilite afirmar esta arte do espectáculo como uma manifestação viva, ante a complexidade e os desafios de um Século XXI que redefine, por exemplo, algo tão híbrido quanto o estatuto do agente e do espectador.

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Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio

em co-criação com Pedro da Silva, Roberto Querido e Tiago Poiares

Apoio dramatúrgico: Pedro Miguel Salvado

Espaço e Figurinos: Estação Teatral

Dispositivo cénico: Pedro Novo

Desenho de luz e montagem: Pedro Fino

Produção: Alexandre Barata

Cartaz e design de comunicação: Hugo Landeiro Domingues

Fotografia: Miguel Proença

Actores: Pedro da Silva, Roberto Querido e Tiago Poiares

 

Terra Sonâmbula

28ª Criação

Julho 2016

Em lugar onde a guerra tinha morto até a estrada, um velho e um miúdo que procura os seus pais seguem caminhando, bamboleantes, como se tivesse sido esse o seu único serviço desde que nasceram... Assim começa "Terra Sonâmbula", por aqui seguirá o seu caminho, através da transposição para o teatro desses traços tão marcantes da essência, da forma de comunicação, da singularidade e da poética de Mia Couto. Como fazer valer a força de uma arte do espaço e da presença para que ressoe a profundidade de uma escrita tão singular, tão única é tão bela?

A cumplicidade e identificação com premissas e paradigmas que norteiam uma ideia de teatro hoje, estão na génese do encontro de Nuno Pino Custódio com a actriz Rosinda Costa (Teatro do Vestido), com quem partilharam tempo, em Maputo, com o escritor moçambicano, nascendo deste cruzamento a vontade de verter para a espacialidade este tão aclamado romance. Recorrendo a princípios que se identificam com a perspectiva de um Teatro Total, o corpo de uma actriz faz-se ferramenta absoluta na evocação de espaços, tempos, personagens, emoções, acções.

A Estação Teatral, volvida uma década, retorna à utopia de uma diáspora, depois de justamente em 2004 ter-se feito ao caminho e atravessado distâncias atlânticas com a sua primeira peça, "Mãe Preta". 

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A partir do texto original de Mia Couto
Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
em co-criação com Rosinda Costa, Alexandre Barata e Pedro Fino
Actriz: Rosinda Costa
Músico: Alexandre Barata
Assistência de encenação: Tiago Poiares
Assistência dramatúrgica: Roberto Querido
Espaço e figurinos: Estação Teatral
Desenho de luz, sonoplastia e montagem: Pedro Fino
Direcção de produção: Alexandre Barata
Fotografia: Miguel Proença
Video: Luis Batista
Design de comunicação: Hugo Landeiro Domingues
Estreia a 13 de Novembro de 2015 no Auditório d’A Moagem (Fundão)

A Entrada do Rei

24ª Criação

Dezembro 2014
 

O rei viaja. Madrid, Trujillo, Mérida, Badajoz, Elvas, Estremoz, Évora, Montemor, Almada, Belém e Lisboa. Já todos zombavam desta pretensa travessia, quando se aperceberam que, desta feita, era mesmo intenção consumada. Desde a sua coroação, duas décadas antes, não passara da promessa. Mas agora ei-lo às portas de Lisboa, aguardando a sua triunfal entrada. A antiga capital, outrora centro da civilização ocidental, está ainda atrasada para a sua recepção, está a engalanar-se como nunca, qual amante que tudo joga para seduzir e conquistar. Não é fácil segurar o Senhor do Mundo. Rei de Espanha, de Portugal e dos Algarves daquém e dalém-mar em África, de Nápoles e da Sicília. Filipe de seu nome, como nome de uma dinastia. Filipe o terceiro mas também o segundo. Aquele que se desviou das promessas do pai, e enfraquecera um Portugal outrora jurado como território preservado na sua influência e autonomia. Como será agora, no ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1619? Há que receber e convencer o Rei, o Rei fará a sua entrada...

Entre o entusiasmo da populaça que aclama a passagem de Filipe pelos inúmeros arcos do triunfo edificados para a ocasião, estão rejubilantes mãos erguidas aos céus de personagens de outras histórias mais pequenas, histórias de intrigas, traições, enganos e desencontros, entre duelos de capa e espada, ao bom jeito da Comédia Nova, onde Lope de Vega foi um expoente.

A Estação Teatral da Beira Interior, companhia portuguesa que tem marcado, pela especificidade do seu trabalho, o panorama teatral do seu país, encontra numa obra do lisboeta hispanófono Jacinto Cordeiro (dramaturgo seiscentista de assinalável aceitação na sua época, hoje esquecido) uma maravilhosa oportunidade para explorar a sua própria linguagem. Neste objecto com quase 400 anos, todos os princípios e referências que, nesta última década, têm norteado a ideia de teatro desta companhia estão ausentes. Como fazer, então, o seu teatro ante tamanha adversidade? Mais importante do que o perfume das coisas improváveis e fora da ordem natural dos percursos é a capacidade de conseguir extraí-lo.
"A Entrada do Rei", na tradição ocidental dos contadores de histórias, onde Dario Fo ou Philippe Caubère são referências incontornáveis, é afinal um pretexto para explorar o Teatro Total e a vertente do actor-criador. E, por isso, um insuspeito contributo para firmar o teatro como necessidade profiláctica de uma sociedade do espectáculo cada vez mais desumanizada.

Texto original: Jacinto Cordeiro
Tradução (para trabalho): Ana Brum
Dramaturgia: Ana Brum e Nuno Pino Custódio
Encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço e Figurinos: Ana Brum
Direcção de Produção: Alexandre Barata
Fotografia e vídeo: Luís Batista
Direcção técnica e iluminação: Pedro Fino
Actores: Roberto Querido e Tiago Poiares

Eles tapam a cara com máscaras de lata e de madeira

23ª Criação

Dezembro 2013
 

Quando a véspera se veste de dia derradeiro e o que era para acontecer afinal já não foi. Foi o que foi, e não haverá mais nada. Alguma coisa morreu por ali, depois de tantos e tantos anúncios, prenúncios, agoiros, recados. Quando a vida é movimento, em terra que está parada, feita de gente desencontrada, abandonada, angustiada ou sepultada viva – mas onde os sonhos não deixam de perpassar pela ténue fímbria que faz revelar uma esperança que nunca morre. Uma aldeia transmontana perdida por aí. Tem milénios de tradição, uma vida a desalmar e uma estrada mesmo ali ao lado. Sentido onde regressar parece ser viagem em contramão. Entre manter a sua cultura e ceder ao turismo fácil, algo parece irreversivelmente destinado a não ter mais interior.

Os rapazes livres chocalham as raparigas solteiras, poem-se eléctricos com os seus fatos, o mundo fica às avessas, a aldeia purga-se de anos cada vez mais difíceis, o vinho faz retardar as coisas e estas vão-se, revelando, mostrando, lentamente, com toda a força que a simplicidade tem, atrás de máscaras "medonhas". Até que todos caiam para o lado, morram, fiquem ali, prostrados no chão, como estrelas que se extinguem nesse sempre incompreensível espaço sideral. Tal como a própria festa que acaba. Festa de iniciação que acaba... para sempre. O que é feito desses moços com a vida pela frente e a morte atrás das costas? Partiram? Morreram? Andam somente por aí? Regressaram?

A Estação Teatral desenvolve esta sua última criação em torno do Careto e da tradição mascarada transmontana das festas de inverno. Máscara que se tem constituído desde o início como a sua ferramenta metodológica, norteando a companhia tanto na criação artística como na abordagem pedagógica de um teatro que se percebe cada vez mais necessário, justamente, nesta grande aldeia feita... de gente desencontrada, abandonada, angustiada ou sepultada viva.

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
(em co-criação com Alexandre Barata, Ana Brum, Ana Vargas, Patrick Murys, Pedro Fino, Roberto Querido e Tiago Poiares)
Espaço, figurinos e adereços: Ana Brum
Desenho e operação de luz: Pedro Fino
Máscaras: Tó Zé (Vila Boa de Ouzilhão) e Tó Alves (Varge)
Música: Nuno Pino Custódio (O medo vem do medo) e cancioneiro popular
Montagem: Pedro Fino
Costura: Lurdes Fortunato e Salvado & Matos
Fotografia: António Supico
Design de comunicação: Hugo Landeiro Domingues
Direcção de Produção: Alexandre Brarata
Produção executiva: Juliana Gamas

Actores: Ana Vargas, Patrick Murys, Roberto Querido e Tiago Poiares
Músicos: Alexandre Barata, Alfredo Abrantes, António Supico

Uma Pequena História do Mundo

21ª Criação

Julho 2013
 

Quando Pat O'Donnell, sentado no chão, descamisado e com a gravata à banda, atira um maço de notas ao ar e tomba redondo para trás com um copo vazio na mão e Toni Zito reconhece que para se vencer na vida há que ter a cabeça, os músculos e a coragem do patrão... que está ali deitado no chão, ficamos a saber que há uma pequena história do mundo que todos conhecem e que ainda assim precisa de ser contada.

Porque a ignorância e a bestialidade são um poço sem fundo mesmo se o ser humano for bem capaz de gravar a sua graça no firmamento.
Há uma pequena história do mundo tão simples que nem no pensamento parece já querer habitar, pois que se contaria somente por instinto, assim como a respiração. Há uma pequena história do mundo e uma história do mundo pequena. A que se repete ou a que parece só querer existir. A que se conta num nada e cabe num parco rectângulo iluminado. A que se contaria à distância de uma forma tão íntima.

A Estação Teatral explora cada vez mais o espaço, a plasticidade dos corpos em acção no espaço, a arte da encenação, e a linguagem da sua "ideia de teatro": a centralidade do trabalho do actor, a totalidade da sua expressão, a síntese, o desdobramento, o encontro e a convicção de que o teatro enquanto manifestação do humano, mais do que nunca, é cada vez mais necessário.

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
Desenho de luz, operação e montagem: Pedro Fino
Espaço, figurinos e adereços: Ana Brum
Confecção de chapéus: Cirilo Moura
Fotografia: Luis Batista e António Supico (cartaz)
Design de comunicação: Hugo Domingues
Confecção de figurinos: Alfaiataria Juvenal
Selecção musical: Nuno Pino Custódio
Contra-regra: Samuel Querido
Direcção de produção: Alexandre Barata

Interpretação: Roberto Querido e Tiago Poiares

Os tempos estão a mudar

22ª Criação

Abril 2013

A 4ª criação do Ciclo Invasões debruça-se sobre o tempo presente e sobre a própria cidade do Fundão. A cidade onde se ouvia num gira-discos Bob Dylan, um sopro nunca ouvido vindo de fora, até ao momento onde o cantautor já só é uma lenda esquecida, no turbilhão de uma sociedade de consumo que não deixa de atingir uma região também ela esquecida.
Pela guitarra de Jerónimo, contudo, ainda se consegue hoje ouvir "Don't think twice, it's all right" como se fosse ontem. E ontem são os tempos que estão a mudar... Figura incontornável da cidade, no seu tamanho grande e forte, cabelo grisalho apanhado atrás e chapéu "estilo americano", Jerónimo personifica a última história desta cidade.
Logo aos dezoito, interminavelmente, ouviu e praticou um Dylan que cantava a liberdade, a mudança, a força ou o desespero do ser humano e acabou a ganhar a vida em bares de Lisboa, como o Johnny Guitar. Ele não o imita, não, transporta-o, evoca-o. E pensamos isto mesmo: o teatro não trata de imitar mas de fazer viver outra vez, sendo que, para tal, por vezes, temos mesmo que trair a realidade que conhecemos. O seu sotaque serrano é o tom cerrado, rasgado do americano. Pedimos-lhe que toque uma vez mais "Hurricane". Ele responde, "oh!, essa música ouvia-a durante dois anos seguidos, todos os dias!...", e rebentam os inconfundíveis acordes, como se fosse a primeira vez.
Jerónimo tem cerca de oitenta discos do seu ídolo. Alguns, raríssimos, edições limitadas ou suspendidas em vinyl. É impressionante a entrega, feita somente de amor, de engajamento. Por isso mesmo, não se anula atrás do ícone da folk-rock. Quando passa, empresta a cada rua uma cor que rompe com as tonalidades cinza do viver egoísta que uma sociedade como esta impregna em cada um de nós. Há uma alegria certa, uma força que nos ajuda a aguentar nascida de alguém que se consagrou a outro.
Em "Os tempos estão a mudar / The times they are a-changin'", a Estação Teatral intensifica aquilo que vem chamando de exercício sobre a não-distância, sabendo que, para haver teatro, é sempre necessário guardar um espaço/tempo entre o ver e o fazer, entre a realidade representada e a realidade da representação, entre o corpo do ser e o da personagem. Aqui, Jerónimo será o actor e, simultaneamente, a personagem. Sê-lo-á, para contar de si, do que é esperar ou desesperar numa pequena cidade do interior, da paixão e do querer que nos faz "chegar lá" quando nada parece querer estar a mudar.

Dramaturgia e Encenação: Nuno Pino Custódio
Assistência de Encenação: Tiago Poiares
Espaço e Figurinos: Ana Brum
Desenho de Luz: Pedro Fino
Interpretação: Jerónimo Mateus, Roberto Querido, José Emilio Martins e Carlos Carrola

Projecto Aurora

20ª Criação

Outubro 2012

O Projecto Aurora é uma proposta – entre outras possíveis – de fusão do teatro com o cinema. Partindo do filme "Aurora" (1927) de F. W. Murnau, uma das maiores referências do cinema mudo, o espectáculo confunde-se entre a encenação de uma filmagem ou a projecção em filme de uma encenação, pondo em colaboração (fundindo ou dialogando) técnicas, necessidades e constrangimentos inerentes a ambas as artes. É, portanto, o processo moroso, fragmentado, técnico, organizado e complexo da captação de imagens em movimento por intermédio de uma câmara mas na premência de que tudo se faz "aqui-e-agora" e de forma (ir)repetível, onde a essência do jogo teatral (o desdobramento dos actores em várias personagens, a faculdade da síntese, a primazia da comunicação plástica e visual, a narração como elo de ligação) envolve o público num plateau ou numa arena onde todos, actores, técnicos e espectadores, têm a sua função, entendendo este encontro como algo real e virtual, simultaneamente.

Dramaturgia e Encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço e Figurinos: Ana Brum / Estação Teatral
Desenho de Luz, Operação Técnica e Edição: Pedro Fino
Fotografia: António Supico
Confecção de Figurinos: Alfaiataria Juvenal
Construção de adereços e carpintaria: Manuel Leandro
Direcção de Produção: Alexandre Barata

Interpretação: Alexandre Barata, Joana Poejo, Tiago Poiares e Roberto Querido

Volfrâmio

18ª Criação

Novembro 2011

História feita de sangue muito, quando a Segunda Grande Guerra era o palco de todas as atenções e o volfrâmio se tornou febre, ser-se mineiro, dizia-se naquele tempo, era como cavar a própria sepultura. As mulheres enviuvavam cedo. Mas a mina, era tudo. Era o sustento, o trabalho, o encontro, a aprendizagem, a união entre os demais, uma forma mais digna de se estar vivo. Entre o jugo nazi e a prospecção inglesa, os trabalhadores eram obrigados a pagar as próprias ferramentas e a zelar, como pudessem, pela sua segurança. O dinheiro foi-se quase todo dessas bandas da Panasqueira. Mas ficou a certeza de que aqueles que menos possuem e tudo deram são justamente os que ainda conseguem cantar a vida e amar o próximo.

Dramaturgia e Encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço Cénico e Figurinos: Ana Brum
Desenho de Luz: Pedro Fino
Fotografia: António Supico
Montagem: Pedro Fino, João Caria e Alberto Diogo
Serralharia: Manuel Leandro
Design de Comunicação: We Are One
Direcção de Produção: Alexandre Barata
Assistência de Produção: Joana Poejo e Sara Gabriel

Interpretação: Fabíola Lebre, Ricardo Brito, Tiago Poiares e Yolanda Santos

Pouca Terra

14ª Criação

Maio 2011

Lugar do Meio é um lugar à beira do silêncio, mas ainda tem estação de comboios. Tem pouca gente, é certo, e fica tão distante de Lá Longe como de Bem Longe Daqui. Os habitantes de Lugar do Meio encontram na estação a sua casa, esperando que os comboios lhes tragam, por fim, uma razão para acreditar na felicidade.
Quem ali chega de comboio tem já hora de partida marcada. Apenas conseguimos vê-los, porque um passageiro em viagem é obrigado a sair na estação de Lugar do Meio para mudar de comboio e seguir até ao seu destino. Um comboio que é sucessivamente adiado, forçando o viajante a parar, a escutar e a olhar, ocupando, no banco da estação, o lugar que o espectador ocupa numa sala de teatro.

Porque o silêncio se instala de vez e apenas se vêem os comboios que passam sem parar, chega a hora de cada um mudar a agulha do seu próprio trilho, movendo-se, então, mesmo que seja para lugar nenhum, mas atrás da sua própria felicidade.

Fruto de um processo de improvisação fundado na seguinte lógica de premissas, música – ritmo – corpo – emoção – acção, e onde os actores se desdobram em várias personagens com sons, texturas e acções diferentes, mas todas em situação de espera, o espectáculo oferece ao espectador a possibilidade de viajar por emoções, assim como a música nos permite viajar sem sairmos do sítio.

Dramaturgia e Encenação - Ricardo Brito
Cenografia e Figurinos - Ana Brum
Musica Original - José Reis Fontão
Arranjos e Direcção Musical - Carlos Branco
Desenho de Luz e Operação Técnica - Pedro Fino
Fotografia: António Supico

Interpretação: Filipe Eusébio e Sara Gabriel

Espectáculo estreado dia 23 de Maio de 2011 no Fundão (Auditório da Moagem).

As Cebolas de Napoleão

15ª Criação

Dezembro 2010

Quatro fuzileiros trazem consigo a grande história, desde que Napoleão irrompe da Revolução Francesa, se coroa a si próprio imperador e decreta o Bloqueio Continental. Quatro fuzileiros trazem consigo a história já não tão grande, desde que Jean-Andoche Junot entra pela zona raiana e chega a Lisboa para “ficar a ver navios” com a partida inesperada de João VI para o Brasil. Quatro fuzileiros trazem consigo a história mais pequena, quando o general Loison, sem um braço, tornou comum a expressão “ir para o maneta”, ao saquear, chacinar e incendiar o país de norte a sul. Quatro fuzileiros trazem consigo, na memória do corpo, com os gestos, as palavras, os sons, a mais que pequena história, quando o general de brigada Charlot, mandado auxiliar a cada vez mais instável e insegura capital do reino, depara-se no caminho com a vila de Alpedrinha, ali na Serra da Gardunha, e das seis para as sete horas do dia cinco de Julho de 1808 deixa a impiedosa marca da destruição e da morte.

Como camadas de uma cebola, da Europa vista de cima, até que se perceba o branco dos olhos de cada um. Esta é a nova criação da ESTE – Estação Teatral, bem ao seu jeito, recentrando a representação no corpo do actor, recorrendo à pantomima para criar toda uma narrativa de imagens, procurando que a percepção do aqui-agora torne essencial na vida a arte da presença.

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço Cénico, Figurinos e Adereços: Ana Brum
Assistência à Dramaturgia: Ana Brum e Ricardo Brito
Desenho de Luz e Operação Técnica: Pedro Fino
Sonoplastia: Albrecht Loops
Selecção Musical: Nuno Pino Custódio (Tema Original “Pôr a vida ao sol” de Bruno Fonseca)
Desenho do Cartaz: Ana Brum e Luis Brum
Design Gráfico: WAO
Fotografia: António Supico
Costureira: Nela Atelier
Construção de Adereços: Helena Matos, Luis Brum, Filipe Eusébio e Sara Gabriel
Montagem: Pedro Fino, Alberto Diogo e João Caria
Produção Executiva: Joana Poejo
Direcção de Produção: José Alexandre Barata
Direcção Artistica: Nuno Pino Custódio

Interpretação: Patrick Murys, Ricardo Brito, Rui Sousa e Tiago Poiares

AGRADECIMENTOS: Escola Secundária do Fundão, Prof. Estevão Lopes. Prof. António Pereira (pela cedência do auditório para os ensaios), Junta de Freguesia do Fundão (pela cedência dos espaços publicitários), José António Marrucho e José dos Santos Silva (pelas horas extras na Escola Secundária do Fundão), Eduardo Serra, João Salvado, D. Gracinha Correia, João Maneta e José dos Santos Monteiro (em Alpedrinha), Drª Antonieta Garcia, Diamantino Gonçalves e Jean-Marie Teller (pela informação histórica prestada), Carlos Branco, Pedro Rufino e Duarte Silva (pelo apoio musical)

15ª Criação, estreada a 3 de Dezembro de 2010 no Fundão – Auditório d’A Moagem Cidade do Engenho e das Artes

Cozinheiros

12ª Criação

Dezembro 2009

O mundo como uma cozinha, onde os homens vão e vêm sem poderem ficar o tempo suficiente. O mundo onde as amizades, os amores, as desinteligências se apagam tão depressa quanto se acendem. A  cozinha de um grande restaurante como um manicómio ou como a sociedade onde ter está na razão inversa de ser.  

Fazendo um estudo de “A Cozinha” de Arnold Wesker a ESTE experimenta de uma forma conceptual um trabalho drástico ao nível da síntese ao mesmo tempo em que explora o sentido da comunicação. Um espectáculo eminentemente físico e gestual onde a verosimilhança se suporta na capacidade de acreditar de quem faz e de quem vê.

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
Espaço Cénico e Figurinos: Marta Carreiras
Desenho de Luz e Operação Técnica: Pedro Fino
Sonoplastia e Apoio à Operação Técnica: Albrecht Loops
Voz Off: Paulo Pinheiro
Assistência de Encenação: Ricardo Brito
Selecção musical: Nuno Pino Custódio
Fotografia: António Supico
Montagem: Pedro Fino, Nuno Barata e Ricardo Brito
Design de comunicação: We Are One
Direcção de Produção: Alexandre Barata
Produção Executiva: Nuno Barata

Interpretação: Alexandre Barata, Carlos Pereira, Pedro Diogo e Ricardo Brito

Agradecimentos: Escola Secundária do Fundão, prof. Estevão, Prof. António e Prof. José Luís (pela cedência do Auditório e trocas de sala durante os ensaios), Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão (pela aula prática de cozinha), Junta de Freguesia do Fundão (pelos espaços publicitários), Filipa Carvalho (pelo Pixinguinha), Drª Maria João da Rocha Afonso (pela cedência de material de pesquisa), José António Marrucho e José dos Santos Silva (pela paciência nocturna na Esc. Sec.), José Romão (pela chave aos fins de semana), José Emílio Martins (pelo teclado)

12ª criação  da ESTE – Estação Teatral da Beira Interior, estreada a 4 de Dezembro de 2009 no Fundão - Auditório da Moagem Cidade do Engenho e das Artes

De Calisto a Melibeia

10ª Criação

Maio 2009

Inserido no projecto pedagógico Uma história para continuar…, desenvolvido com escolas do 1ª ciclo do Fundão, o espectáculo "De Calisto a Melibeia" (a partir da Tragicomédia de Calisto e Melibeia, Fernando de Rojas, 1499) foi construído tendo por base o conceito de contador de histórias. No enredo de um amor impossível, a lembrar outros da dramaturgia universal, Pármeno, criado de Calisto (o ser que ama) conduz a história mergulhando na acção, sugerindo tempo e espaços e incorporando as outras personagens de uma trama onde Melibeia (o ser amado) se esconde, desvelando-se apenas na solidão e quando, por força dos acontecimentos, um outro criado se vê forçado a contar um outro lado da mesma história. De Calisto a Melibeia propõe uma transição da literatura para o teatro, depois do encontro com um público escolar que para o amor preferiu deixar a porta aberta, trocando as voltas ao autor da obra original.

Uma ideia de Nuno Pino Custódio

Concepção, Texto, Dramaturgia e Encenação: Ricardo Brito
Assistência de Encenação: Pedro Fino
Cenografia, Figurino e Grafismo: Carolina Santos
Desenho de Luz e Operação Técnica: Pedro Fino
Selecção Musical e Sonoplastia: Ricardo Brito e Pedro Fino
Fotografia: António Supico
Montagem e Apoio Técnico: Pedro Fino, Alberto Lopes, Luís Carlos Fernandes, João Caria
Confecção do Figurino: Nela Atelier
Assistência de Produção: Telma Marques
Direcção de Produção: Alexandre Barata
Direcção Artística: Nuno Pino Custódio
Co-Produção: A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes
Interpretação: Ricardo Brito

11ª criação da ESTE - Estação Teatral da Beira Interior
estreada a 25 de Maio de 2009 na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão

Cinema Mudo

8ª Criação

Novembro 2008

“Senhoras e senhores. Ponham-se confortáveis nos seus lugares para entrar neste grande espelho do tempo!”

Cinema Mudo, sem palavra. Exaltação do movimento e da cinética.
É este o ponto de partida de um espectáculo que se desenvolve em duas realidades paralelas que se reflectem.
De um lado está a recriação ao vivo de um filme mudo dos anos 20, que narra as aventuras e desventuras do casal Famish, fazendo por sobreviver em tempos de crise.
Do outro lado, e fazendo uso da Máscara, estão os “Anfitriões do Cine-Teatro”, os quais, no meio da precariedade em que se encontram, criam uma ponte contínua entre a cena e o público, resolvendo o conflito em leitura tragicómica.
Cinema Mudo, entrelaçando o cinema com o teatro, faz do espectador cúmplice ao propor-lhe uma radiografia social que reflecte a actualidade do tema, espelho do tempo a que pertence.

Encenação, Cenografia e Máscaras: Bernardo Rey
Dramaturgia: Nube Sandoval, Bernardo Rey
Edição Vídeo: Luís Teixeira
Direcção Musical: David Miguel
Desenho de Luz e Operação: Pedro Fino
Fotografia: António Supico
Confecção de Figurinos: Alfaiataria Juvenal, Nela Atelier
Costureira: Lurdes Fortunato
Montagem de Cenários, Serralharia e Carpintaria: Manuel Leandro, Pedro Fino
Edição e Sonoplastia: Alberto Lopes
Design Gráfico: We Are One
Os Temas “Misty” e “La Comparsita” foram gravados por:
David Machado, Clarinete
Paula Galhano, Violino
Alexandre Barata, Sax alto
Carlos Branco, Contrabaixo

Direcção de Produção: Alexandre Barata
Direcção Artística: Nuno Pino Custódio

Interpretação: Nube Sandoval, Pedro Diogo, Sérgio Fernandes, Alexandre Barata

Agradecimentos: João Couto, Hugo Domingues, Claudian Dobos, Miguel Rainha, Esmeralda Tavares, Marta Correia, Alberto Lopes, Alberto Diogo, João Caria, Luca, Regina Barata, Paulo Ramos, Vabrisotel, Escola Secundária do Fundão, Prof. Estevão Lopes, Zé Romão e Associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão.

8ª criação da ESTE / Novembro de 2008

A verdadeira história da Tomada do Carvalhal

7ª Criação

Dezembro 2007

– De quem é o Carvalhal?
– É do Senhor Garrett…
Em 1890, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
A ESTE – Estação Teatral encontra nesta já lendária história da sua região o rudimento para criar um novo espectáculo, transmitindo assim as bases da sua teatralidade. Numa comunicação directa, onde o Teatro se faz com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e do pífaro expressam a força telúrica de uma história regional que serviu de inspiração para a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e se nos depara hoje como feliz metáfora de uma sociedade que permite com assustadora passividade que poucos Garrett fiquem com todas as castanhas…

Encenação e Dramaturgia – Nuno Pino Custódio
Cenografia e Figurinos – Marta Carreiras
Musica – José Reis Fontão
Desenho de Luz – Pedro Fino
Interpretação – Carlos Pereira, Maria de Vasconcelos e Rui M.Silva
Interpretação Musical – Alexandre Barata, António Supico, Nelo Abrantes e José Emílio Martins

O Filho da Dona Anastácia (2ªversão)

6ª Criação

Março 2007

Seguindo a linha iniciada com o espectáculo “Mãe Preta”, a ESTE propõe-se continuar a abordar questões que focam os valores essenciais ao viver em sociedade, confrontando o publico com outras realidades, com outras vidas, com personagens nascidas noutras culturas, mas que partilham com cada um de nós as mesmos necessidades, os mesmos receios, as mesmas ambições.

“O filho da dona Anastácia” é também a história de uma mãe preta, (emigrante num país onde as oportunidades de sucesso são maiores, mas que ainda assim se conquistam à custa de muito trabalho e persistência) que não se poupa a esforços para dar um futuro bom ao seu filho, ao seu codê. Um espectáculo assente na comicidade mantendo contudo uma vertente humana e tocante.

A ESTE pretende com a continuidade deste projecto avançar no seu objectivo de criar e formar públicos, fazendo com que o teatro não seja um objecto estanque, mas que pelo contrário se torne numa parte viva e dinâmica no quotidiano de todos os que nele participarem. Com este novo espectáculo, a ESTE cursa o princípio que desde a sua formação abraçou: devolver ao teatro a sua linguagem pura e específica, onde texto, gesto e máscara, luz, acção e música colaboram na criação de um encontro único, irrepetível e mágico.

Texto e dramaturgia: Nuno Pino Custódio e Sandra Horta
Encenação e espaço cénico: Nuno Pino Custódio
Figurino e caracterização: Marta Carreiras
Desenho de luz: Pedro Fino
Selecção musical: Alexandre Barata
Fotografia: António Supico

Interpretação: Sandra Horta e Patrícia Portugal

Espectáculo estreado a 27 de Março de 2007 na Moagem – Cidade do Engenho e das Artes (Fundão)

Pax Romana

4ª Criação

Maio 2006

Um pelotão de legionários romanos recupera das suas mazelas, depois de uma refrega com o inimigo. O retomar da ordem unida, os exercícios e os treinos voltam assim à ordem do dia, que é o que todos fazem quando se alcança um período de acalmia.
A harmonia imposta pelo sentido militar é contudo um pau de dois bicos, quando não existe realmente uma voz superior que estabeleça a ordem. Sobretudo, quando tudo depende de três legionários tão diferentes um dos outros que nem a indumentária o consegue disfarçar.
Assente em princípios básicos da Commedia dell'Arte, Pax Romana é um divertimento sustentado no rigor do gesto e do movimento, onde o trabalho do actor se torna o centro de toda a criação.

Sem barreiras de linguagem, este é um espectáculo sobre o poder e as relações humanas, protagonizado por um punhado de criaturas que, tal como os da sua espécie, se armam de escudos e lanças, embora não saibam realmente quem são nem ao que andam.

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio
Música: Fernando Mota
Espaço Cénico: ESTE
Figurinos: Marta Carreiras /ESTE
Equipamento bélico: Nuno Elias (Aprendiz de Feiticeiro)
Desenho de luz: César Fortes e Pedro Fino
Assistência de encenação: Pedro Leitão
Apoio à linguagem verbal: Sandra Horta
Costureira: Lurdes Fortunato Silva
Fotografia: António Supico
Direcção de produção: Alexandre Barata
Produção Executiva: Sandra Horta, Regina Barata, Francisca Vidal

Interpretação: Alexandre Barata, Pedro Diogo e Sérgio Fernandes


Espectáculo estreado a 4 de Maio de 2006 no Auditório da Escola Secundária do Fundão

O Filho da Dona Anastácia

3ª Criação

Fevereiro 2006

Seguindo a linha iniciada com o espectáculo “Mãe Preta”, a ESTE propõe-se continuar a abordar questões que focam os valores essenciais ao viver em sociedade, confrontando os mais novos com outras realidades, com outras vidas, com personagens nascidas noutras culturas, mas que partilham com cada um de nós as mesmos necessidades, os mesmos receios, as mesmas ambições.

“O filho da dona Anastácia” é também a história de uma mãe preta, (emigrante num país onde as oportunidades de sucesso são maiores, mas que ainda assim se conquistam à custa de muito trabalho e persistência) que não se poupa a esforços para dar um futuro bom ao seu filho, ao seu codê.

A ESTE pretende com a continuidade deste projecto avançar no seu objectivo de criar e formar públicos, fazendo com que o teatro não seja um objecto estanque, mas que pelo contrário se torne numa parte viva e dinâmica no quotidiano de todos os que nele participarem. Com este novo espectáculo, a ESTE cursa o princípio que desde a sua formação abraçou: devolver ao teatro a sua linguagem pura e específica, onde texto, gesto e máscara, luz, acção e música colaboram na criação de um encontro único, irrepetível e mágico… numa história para continuar!

Texto, encenação e máscara: Nuno Pino Custódio
Dramaturgia: Nuno Pino Custódio e Sandra  Horta
Espaço cénico, figurino e adereços: Marta Carreiras
Desenho de luz e montagem: Pedro Fino
Produção: Alexandre Barata        
Interpretação: Sandra Horta

A Lenda de Marialva

2ª Criação

Novembro 2005


A LENDA DE MARIALVA
Marialva é uma lenda do concelho de Meda que narra a história de uma donzela que em tempos ali viveu, e deu o nome àquele lugar. Maria Alva fora, havia muitos anos, enfeitiçada por uma bruxa que, invejosa da sua beleza a condenara, a viver eternamente só, até ao dia em que um homem conseguisse fazer uns sapatinhos à medida dos seus pés de cabra.A escolha desta história veio do facto da sua temática se aproximar da dos contos infantis, tratando-se simultaneamente de uma lenda beirã que, como todas as lendas respira cultura e tradição popular. A história, retirada da obra de Antonieta Garcia, “Lendas da Beira”, foi adaptada dramaturgicamente tendo em vista a sua transposição para um espectáculo de sombras, mantendo-se contudo fiel à lenda relatada na referida obra.

A OFICINA
Este será um espaço de brincadeira, experimentação e aprendizagem, motivado pelo espectáculo a que as crianças previamente assistiram. Nesta oficina, destinada a alunos, professores e educadores, serão mostrados os bastidores do espectáculo: como foi criado, como foram construídos cenários e marionetas, como se articulam e manipulam os bonecos.

Dramaturgia e Construção de Marionetas: Sandra Horta
Construção de Caixa de Cenário e Iluminação: Pedro Fino
Narração e Música: Alexandre Barata
Manipulação e Vozes: Sandra Horta e Pedro Fino
Orientação da Oficina: Sandra Horta, Pedro Fino e Alexandre Barata
Direcção Artística: Nuno Pino Custódio
Direcção de Produção: Alexandre Barata

*Espectáculo estreado a 12 de Novembro de 2005 na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade (Fundão)

Mãe Preta

1ª Criação

Novembro 2004

A ESTE – Estação Teatral da Beira Interior, apresenta “Mãe Preta”, um espectáculo criado a partir de uma história verídica contada oralmente por Ney Tavares num café do Mindelo (Cabo Verde), com texto e encenação de Nuno Pino Custódio e interpretação de Sandra Horta.
 
A partir de um universo distinto, de uma realidade outra, neste caso a de uma ilha pobre perdida no oceano, a ESTE – Estação Teatral da Beira Interior pretende confrontar de uma forma despretensiosa e directa os seus espectadores com um conjunto de valores fundamentais a um viver em sociedade, tais como, o ter e o ser, o isolamento e a comunicação ou tão simplesmente a questão da partilha, da necessidade do dar e do receber, num prazer que se conquista do contacto entre os seres de toda uma comunidade. Esta é no fundo a própria história de um espectáculo de teatro onde actores e espectadores colaboram na criação de um encontro único, irrepetível, mágico.

“Mãe Preta” é tão-só a história de uma mãe que, na precariedade e preciosidade da vida, procura arranjar alimento para o seu filho.

Este trabalho, colaborando no âmbito existencial desta nova Companhia, a criação e formação de públicos, elabora-se a partir de princípios que pretendem devolver ao teatro a sua linguagem pura e específica. Texto, gesto, máscara, luz, acção, música e… uma história para continuar!

Texto, Encenação e Máscara: Nuno Pino Custódio
Versão Dramatúrgica: Sandra Horta
Figurino: Marta Carreiras
Adereço: Nuno Elias
Espaço Cénico: ESTE
Montagem e Iluminação: Pedro Fino
Música Original: Ney Tavares
Fotografia: António Supico
Costureira: Rosa Filipe
Produção: Alexandre Barata e Ana Filipa Trindade

Interpretação: Sandra Horta, José Emílio e Alexandre Barata (músicos)
   
Agradecimentos
Teatro Meridional, Mira Lopes da Silva, José Emílio, César Fortes, Nelson Ramalho,
Regina Barata e a todos os sócios fundadores da ESTE – Zeca Fontão, Cristina Caetano,
 Carlos Branco, Luis Seco, Alexandra Oliveira, José Romão, António Supico e Cruz Marques

Espectáculo estreado em 21 de Novembro de 2004 no Teatro Clube de Alpedrinha