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Há Beira na Revolta

15-05-2018 16:55:40   In Últimas  

"Há Beira na Revolta!” é um espectáculo que reúne várias histórias numa Beira Interior situada entre o século XIX e os meados do século XX. Histórias de força, coragem e resistência de um povo cuja insularidade nem sequer está demarcada pela fronteira visual entre o mar e o nada. Longe dos poderes centrais mas sob o jugo de toda a sorte de cacicagem, nesse tal “e o resto é paisagem, mas pagai a portagem”, ali mesmo por entre serras, covas, pedras e mais penhascos, que alma é esta que se ergue, que se levanta, que ecoa, que se avista pelo céu infinito qual nuvem em nome da dignidade humana?

Seguindo este impulso, a Estação Teatral vai, uma vez mais, convergir dois propósitos basilares da abordagem do teatro que há década e meia pesquisa: o recurso a uma arte milenar dos contadores de histórias, onde todos os meios se encerram no corpo do actor, em busca de um Teatro Total, e essa necessidade tão premente de trabalhar com o diverso e rico e plural universo da sua região.

Histórias com (panto)mineiros e capatazes, soldados napoleónicos e guerrilheiros por instinto, gente que amanha a terra ou a vê amanhar, ladrões, guardas e juizes ou juízes, guardas e ladrões, pastores e regedores, ovelhas, cães e assobios, inquisidores e gente sem paciência, silvos, silvas e gente boa sem nome, outra com apelido mas sem eira nem beira... E tudo regado a vinho, a tiros, a desmandos, a desmaios, a perseguições, a quedas, a bordoadas, a pedradas, a palavrões, a punhos erguidos, a gengivas arregaladas, a órbitas a explodir, a canções, a suspiros, a vontades, a respiros e a corações. Sim, talvez só tudo corações.

Dramaturgo e encenador: Nuno Pino Custódio

Designer de cena: Estação Teatral

Actores: Tiago Poiares e Roberto Querido

Músicos: Alexandre Barata, Dário Cunha e Pedro Rufino

Desenhador e operador de Luz: Pedro Fino

Director de Montagem: Pedro Fino

Designer de comunicação: Hugo Domingues

Fotógrafo: Miguel Proença

Assistente de produção: Francisca Vidal

Director de produção: Alexandre Barata 

__________

25 a 27 de Maio_ Casino Fundanense (6ª e sáb. às 21h30 e dom. ás 17h00)

23 de Junho_Alcaria_21h30

24 de Junho_Valverde_17h30

21 de Julho_Aldeia Nova_21h30

22 de Julho_Capinha_21h30

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INSPEKTOR

08-01-2018 17:48:13   In Últimas  

Numa pequena cidade de província da Rússia de Nicolau I, os seus principais representantes, os directores e responsáveis pelas suas instituições, que agem a seu belo prazer, dissociados do interesse comum, surge a notícia de que pode estar já ali presente um inspector geral do reino para averiguar o bom funcionamento da sua edilidade. Notícia que põe todos em movimento, tal a instabilidade e preocupação que cria no ‘status’ há muito estabelecido por um grupo de caciques cujo burgomestre é o seu mais distinto impulsionador.

“Inspektor” é uma obra que nasce de outra (tem como ponto de partida o famoso texto de Nikolai Gógol, “O Inspector”), nesse potencial que a arte tem de desdobramento em novas funções. É, por isso, também, um trabalho de pesquisa da Estação Teatral que não fazendo peças de repertório as pode eventualmente revisitar para lhes buscar ressonâncias e sentidos actualizados pelos contextos específicos das suas abordagens.

A ideia de teatro que esta companhia vem pesquisando, agora na sua 34ª criação, como convive e como explora um texto realista da primeira metade do século XIX? O que há de comum e o que pode ser transposto para o dealbar de um século XXI onde a relação actor/espectador já não é a mesma? 

Liberdade, sociedade, ética, democracia, indivíduo, civilização, corrupção são algumas palavras-chave aqui perscrutadas através das marcas de uma companhia que vem desde sempre defendendo o sentido de uma centralidade da encenação como motor de uma obra teatral. A espacialidade, a narrativa dos corpos em acção no espaço, a relação interdependente ver-fazer, a perspectiva da percepção visual são marcas de uma criação. Numa época em que urge firmar o teatro como arte autónoma e integral e onde os conteúdos temáticos dos textos escritos não bastam por si só. Não bastam, na medida em que urge encontrar sempre um “como fazer” ou, se se preferir, entender que a forma também é o conteúdo e esta urge ser contemporânea – ou o teatro não subsiste senão enquanto uma tradição de uma tradição de uma tradição…

Nuno P. Custódio

Encenação: Nuno Pino Custódio

Dramaturgia (a partir da obra de Nikolai Gógol): Nuno Pino Custódio, em co-criação com Joana Poejo, Pedro Fino, Roberto Querido, Samuel Querido e Tiago Poiares

Espaço Cénico: Pedro Novo

Figurinos: Maria Luiz

Desenho de Luz e Operação: Pedro Fino

Montagem: Pedro Novo e João Freitas

Confecção de Figurinos: Alfaiataria Juvenal

Fotografia: Miguel Proença

Design de Comunicação: Hugo Landeiro Domingues

Direcção de Produção: Alexandre Barata

Co-Produção: Cine Teatro Avenida de Castelo Branco

Interpretação: Joana Poejo, Roberto Querido, Samuel Querido e Tiago Poiares

Classes de Teatro 2017/2018

20-12-2017 14:37:19   In Últimas  

A Estação Teatral tem desenvolvido ao longo dos anos um contacto com público muito heterogéneo na perspectiva de consolidar um relacionamento que passa pela transmissão de princípios metodologicos da sua linguagem. As Classes de Teatro são uma das actividades que a companhia define como fundamentais no contacto com a comunidade a partir da sua vertente de formação onde precisamente se pretende transmitir, cimentar e projectar a metodologia da ESTE – Estação Teatral.

INSCRIÇÕES:  http://esteteatro.com/event/classes-de-teatro-2016-17-2016-10-09-2017-06-29-4/register

INFORMAÇÕES: 963859452 / 963859394 / esteteatro@gmail.com

TERTÚLIA CAMPESINA - MasterClass com Quico Cadaval

12-08-2017 16:59:41   In Últimas  

TERTULIA CAMPESINA

MASTERCLASS COM QUICO CADAVAL
Quico Cadaval, é encenador, dramaturgo, actor e contador de histórias.

Nasceu na Galiza em 1960 e foi o impulsionador do movimento de “contacuentos” ali surgido na década de noventa. A sua actividade remonta ao Centro Dramático Galego mas, uma década depois, funda a sua própria companhia, o “Moucho Clerc”. Participou como actor e formador em festivais e eventos organizados em Espanha, Portugal, França, Colômbia, entre muitos outros países. Foi ainda conferencista e contador nos leitorados de galego das universidades de Trier, Varsóvia, Cracóvia, Salamanca, Berlim, Sorbonne-Paris e Nova-Lisboa. Trabalhou em diferentes produções da televisão da Galiza, assim como em curtas e longa-metragens. Continua a trabalhar no audiovisual como actor e guionista. Trata-se neste momento de um dos mais valiosos e inquietantes contadores de histórias do mundo.

Data: 26 de Agosto / 10h00-18h00
Preços:
. 20,00€ (c/ almoço do dia 26, opção de dormida para o dia 27, entrada livre nos espectáculos do Festival)
. 40,00€ (c/ direito a alimentação dos dias 26 e 27, entrada livre nos espectáculos do Festival)
Contactos
esteteatro@gmail.com / 963859394

Classes de Teatro da EsTe

28-07-2017 00:26:35   In TeatroAgosto 2017  

A Estação Teatral tem desenvolvido ao longo dos anos um contacto com público muito heterogéneo na perspectiva de consolidar um relacionamento que passa pela transmissão de princípios metodologicos da sua linguagem. As Classes de Teatro são uma das actividades que a companhia define como fundamentais no contacto com a comunidade a partir da sua vertente de formação onde precisamente se pretende transmitir, cimentar e projectar a metodologia da ESTE – Estação Teatral.
No ano lectivo 2016/17 as Classes de Teatro prosseguiram este principal eixo mantendo a sinergia com o projecto pedagógico “Uma história para continuar...” e, como em 2016, com a própria criação da programação principal a estrear em Novembro deste ano através de uma abordagem dramatúrgica comum: “O Inspector Geral” de Nicolai Gogol (1836). O trabalho em torno desta obra propõe uma abordagem do mundo actual no que concerne ao sentido de estado democrático, sociedade, cidadania, liberdade ou ética.


Direcção Artística: Nuno Pino Custódio \ Coordenação pedagógica, encenação e dramaturgia: Roberto Querido e Tiago Poiares \ Desenho de Luz: Pedro Fino \ Produção: Alexandre Barata \ Com: Mariana Antunes, Elsa Bernardo, Eva Dionisio, Luis Batista, Rita Pacheco, Joana Martins, Fábio Jerónimo, Joana Agostinho, Pedro Veiga, Pilar Cardoso, Eduardo Pereira, Tiago Mascarenhas, Rafael Mascarenhas, Francisco Barata, Camila Crocker, Dina Pereira, Esmeralda Silva, Oceane Silva, Margarida Mouzelo, Paula Henriques, Neli Pereira, Maria João Pacheco, Rute Dionisio, Inês Bento, Lucas Antunes, Tânia Costa, Simone Silva, Leonor Moreira, Maria Helena Duarte, Alberto Pereira

Teatro&Cidade (Bra.)

28-07-2017 00:24:05   In TeatroAgosto 2017  

Uma divertida corte de cinco mascarados com espalhafatosos e excêntricos costumes saem pela cidade, numa espécie de procissão burlesca. Por onde passam, celebram a liberdade de ir e vir pelo espaço urbano de maneira louca e descontraída. Sem pressa e sem destino certo, eles serpenteiam ao acaso. Como um coro de matracas, suas vozes agudas e seus cincerros podem ser ouvidos de longe, instaurando nos arredores uma atmosfera de brincadeiras e de curiosidade.


Direcção: Rogério Lopes \ Atores criadores: Diego Meneses, José Antônio de Almeida, Nayra Carneiro, Pedro
Vilaça, Rikelle Ribeiro \ Figurinos e adereços: Marcelo Xavier, Tereza Bruzzi, Fernando Linares e grupo

Asaco Producciones (Esp.)

28-07-2017 00:20:12   In TeatroAgosto 2017  

Este espectáculo itinerante para todos os públicos, desenvolve uma relação entre um palhaço yogi, que se dedica a suprimir fronteiras, e um tenente palhaço e o piloto de um tanque com efeitos especiais que repõem fronteiras. Eles vêm de Monte Gurugú, fazendo com que os participantes se transformem em “refugiados e deslocados” espontâneos. No entanto, depois de várias cenas de circo e situações “reclownbolescas”, o espectáculo termina com uma grande festa acabando de vez com as fronteiras fazendo prevalecer o amor, a música e a liberdade. 

Tanque Gurugú está nomeado em Espanha para o Prémio Max de melhor espectáculo de rua.


Autor: Javier Ceballos \ Direcção Artistica: Tortell Poltrona \ Direcção de Cena: José Maestro \ Direcção Musical: Nacho Vera \ Figurinos: Atrapatrapo Taller \ Som, Luz e efeitos especiais: Electrotécnica Rincón \ Construção de Cenografia: La Nave Nodriza \ Distribuição: Carmen Ávila \ Design Gráfico: Extremeño, Estudio de Diseño \ 

Clowns: Javier Ceballos, Tito López, José Maestro

Contabandistas

28-07-2017 00:17:03   In TeatroAgosto 2017  

São tão boas as histórias de faca e alguidar…
Contos e canções com graça e (muitas vezes) com desfecho desgraçado... onde o humor é negro e as lágrimas (de riso) não faltam... Um passeio pelas canções do tempo dos avós (Alvarenga & Ranchinho, Vicente Celestino, Carlos Gardel) pela poesia, pelas estórias de vida (EDVs) desta contadeira e deste músico de rua que se juntam para lembrar!


Narração e Canto: Cláudia Fonseca \ Acordeão e Narração: Rini Luyks

EstátuasAgosto

28-07-2017 00:09:00   In TeatroAgosto 2017  

EstátuasAgosto é uma exposição de quatro estátuas vivas com coordenação de António Santos, pioneiro mundial da arte da quietude. Conhecido por Static Man ou o Homem Estátua, António Santos já percorreu mais de 65 países com 300 personagens diferentes nos seus trinta anos de carreira e é detentor de vários records inscritos no Guiness Book of Records.

Com: António Santos; Susana Bento; Marta Faria; Guilherme Ferreira

Teatro&Cidade (Bra.)

28-07-2017 00:05:56   In TeatroAgosto 2017  

Ao anoitecer, no meio do fluxo de pessoas e automóveis, seis estranhas figuras estão à procura de um lugar. À deriva, com seus poucos e precários pertences, ocupam-se de tarefas inventadas para tentarem manter-se ancorados numa realidade da qual parecem deslocados.


Direcção: Rogério Lopes \ Criação e dramaturgia: Coletiva \ Atores Criadores: Diego Meneses, José Antônio de Almeida, Nayra Carneiro, Pedro Vilaça, Rikelle Ribeiro e Rogério Lopes \ Figurino e adereços: Tereza Bruzzi e grupo \ Fotografia e filmagem: Naum Produções

Teatro&Cidade (Bra.)

28-07-2017 00:02:32   In TeatroAgosto 2017  

Como um balão que de repente estoura. PUM! Eles surgem. Uma família? Talvez, turistas? Uma liga de super-heróis? Palhaços? Manifestantes? Caminham, ora em grupo, ora sozinhos, descobrindo, desbravando, brincando com o que há ao seu redor. Tudo é muito novo, mas estranhamente familiar. Num ir e vir descontraído, eles chamam a atenção das pessoas, com ações aparentemente comuns, mas que se vão transformando até adquirirem uma dimensão absurda ou fantástica.


Direção: Rogério Lopes \ Criação e Dramaturgia: Coletiva \ Atores criadores: Diego Meneses, José Antônio de Almeida, Nayra Carneiro, Pedro Vilaça, Rikelle Ribeiro \ Figurinos e adereços: Tereza Bruzzi \ Ilustração: Fernando Limoeiro

ESTE - Estação Teatral

27-07-2017 23:58:57   In TeatroAgosto 2017  

O rei viaja. Madrid, Trujillo, Mérida, Badajoz, Elvas, Estremoz, Évora, Montemor, Almada, Belém e Lisboa. Já todos zombavam desta pretensa travessia, quando se aperceberam que, desta feita, era mesmo intenção consumada. Desde a sua coroação, duas décadas antes, não passara da promessa. Mas agora ei-lo às portas de Lisboa, aguardando a sua triunfal entrada. Filipe de seu nome, como nome de uma dinastia. Filipe o terceiro mas também o segundo. Aquele que se desviou das promessas do pai, e enfraquecera um Portugal outrora jurado como território preservado na sua influência e autonomia. Há que receber e convencer o Rei, o Rei fará a sua entrada... e é nesta mesma entrada que se faz irromper uma surpreendente história de capa e espada de fazer cortar a respiração


Texto original: Jacinto Cordeiro /séc. XVIII) \ Tradução: (para trabalho): Ana Brum \ Dramaturgia: Ana Brum e Nuno Pino Custódio \ Encenação: Nuno Pino Custódio \ Espaço e Figurinos: Ana Brum \ Direcção de Produção: Alexandre Barata \ Tradução (sinopse): Pérez de Allencart \ Fotografia: Rades e Leonel Mendes \ Vídeo: Luís Batista \ Direcção técnica e iluminação: Pedro Fino \ Actores: Roberto Querido e Tiago Poiares

III Mostra de Curtas

27-07-2017 23:49:33   In TeatroAgosto 2017  

Pelo terceiro ano consecutivo, o Cinema produzido e realizado na Universidade da Beira Interior vai ao teatro, no Fundão, e conhece novos espectadores. Quatro curtas metragens, de estilos ecléticos e narrativas que fluem, estarão a concurso. Uma delas vencerá o prémio do público, que, no ano passado, distinguiu o documentário “Trama”, de Luísa Soares. 

As curtas-metragens selecionadas traduzem a liberdade criativa e o estímulo à inovação que tem caracterizado o ensino das artes cinematográficas na UBI. Os cursos de Cinema da instituição existem desde o ano lectivo 2003/04, integrados no Departamento de Comunicação e Artes da UBI. Ao longo deste período, já foram produzidos mais de 100 filmes de projecto final, tanto de licenciatura como de mestrado. 

VIDA TRAMADA de Salvador Palma e Rui Rodrigues / 2012 / 19 minutos

DO OUTRO LADO DA RUA de Pedro Bessa / 2013 / 13 minutos

O SOL NASCE SEMPRE DO MESMO LADO de Nuno Matos / 2012 / 17 minutos

INDIFERENTE deTito Fernandes / 2007 / 12 minutos

CEVAS

27-07-2017 23:43:51   In TeatroAgosto 2017  

O artista “Cevas” é proveniente de Alcaide, está ligado ao movimento Hip-Hop no Fundão através da “FND Crew”. Trata-se de um dos pioneiros da região, vindo até aos dias de hoje a alimentar a verdadeira essência da cultura segundo os ancestrais, mantendo-se “underground” para a comunidade, partilhando os seus últimos feitos pela internet. Trabalha na música desde 1999 e desde aí já editou dezenas de álbuns (a maioria disponíveis apenas na net) e trabalhou com inúmeros dj’s e músicos nacionais e internacionais.
O TeatroAgosto convidou-o a apresentar o seu trabalho, nomeadamente o seu último disco “Cevas x Uno - O ser é uma coisa, ser é outra” editado em Junho deste ano.

Cevas (Edgar Silva) - Voz
Uno (Diogo Colaço) - Voz de Acompanhamento
DJ FatInch (Miguel Alegria)
B-Boy 5nap (Elton Diogo) - Voz
Santareno (Filipe) - Voz 

ESTE - Estação Teatral

27-07-2017 23:40:27   In TeatroAgosto 2017  

“Há Beira na Revolta” é um espectáculo que reúne três histórias de força, coragem, resistência e resiliência beirã entre o séc. XIX e XX. “ A tomada do Carvalhal”, que conta a luta do povo do Souto da Casa para evitar que a família Garrett se apropriasse dos seus terrenos; “ A história do Zé Manteigas”, que nos revela a vida dura dos mineiros da Panasqueira; e “A Rua dos Alves”, onde dois criminosos aterrorizavam a vila do Fundão. Três episódios que culminam com a revolta de um povo desgastado com as adversidades impostas por aqueles que constantemente abusam do poder, da violência e do suborno.
A história da humanidade é, desde do seu limiar, uma sucessão de ciclos que se repetem incessantemente. A forma como estes períodos se desenrolam é diversa, mas as motivações humanas mantêm-se as mesmas, independentemente da época e do lugar. Desta maneira, é possível compreendermos melhor a grande história universal através de três pequenas estórias da Cova da Beira. Conhecermo-nos é conhecermos o outro.


Direcção Artistica e encenação: Nuno Pino Custódio \ Direcção Técnica: Pedro Fino \ Produção: Alexandre Barata \ Interpretação: Tiago Poiares e Roberto Querido

Anita no Brasil

27-07-2017 23:37:09   In TeatroAgosto 2017  

O café-concerto “Anita no Brasil” conta a história de uma portuguesa, Anita, que faz uma viagem até ao Rio de Janeiro e se apaixona pela Bossa-Nova, pelo samba e por um guitarrista carioca, Miguelão. Enquanto os dois intérpretes vão tocando diversos clássicos da Bossa-Nova e alguns sambas inesquecíveis, vão também narrando as peripécias de “Anita no Brasil”. Como ela conheceu o guitarrista, como eles se encontraram e desencontraram e como ele acabou por vir atrás dela para Portugal, onde agora vivem.
Cada canção serve de inspiração para cada uma das partes desta história, o que leva o público a ouvir a música de uma nova perspectiva, a destas duas personagens. Além de narrarem esta história, os intérpetes Ana Freitas e Miguel Mendes também encarnam as personagens Anita e Miguelão, criando a ilusão de estarem a contar a sua própria história num ambiente confessional, intimista, mas também cómico, criando cumplicidade com o público.
Fazem também parte deste percurso musical cinco originais e algumas versões em estilo fado dos clássicos brasileiros.


Interpretação: Ana Freitas e Miguel Mendes

Ovo Alado

27-07-2017 23:33:39   In TeatroAgosto 2017  

Este é um espectáculo de não-circo, não é novo circo, nem circo contemporâneo, é apenas um circo que não quer ser circo. Apenas um espectáculo de teatro, com música, magia, marionetas, alguns brilhantes, algumas histórias e duas personagens à procura de si próprias e do imenso espaço que há e se cria sempre que duas pessoas se aproximam.


Autoria: Ricardo Alves, Mafalda Canhola e João Lourenço \ Texto, encenação e direcção plástica: Ricardo Alves \ Interpretação: Mafalda Canhola e João Lourenço \ Marionetas da gata e Fernando: Sandra Neves \ Arranjo musical do Tango da Mulher Barbuda: Carlos Adolfo

Ajidanha / TAP

27-07-2017 23:29:48   In TeatroAgosto 2017  

O Km 0 é o ponto de partida ou o ponto de chegada? A fronteira não é apenas o limite simbólico do território duma comunidade unida por elementos comuns, em oposição ao outro, mas um espaço de encontros, de influências, de relações e de cumplicidades.


Actores: Carla Sofia, Cristina David, Gabriel Bonifácio, Humberto Pinto, Joana Eduarda, Pedro Grácio e Rui Pinheiro \ Encenação: Rui M. Silva \ Dramaturgia: Ajidanha e TAP \ Desenho de luz: João Alegrete \ Cenografia: Gustavo Medeiros \ Cartaz e Vídeo: Paulo Vinhas Moreira \ Operação Técnica: João Alegrete e Paulo Vaz \ Apoio Técnico: Bruno Esteves e Paulo Vaz \ Produção: Ajidanha e TAP – Teatro Amador de Pombal

Circo no Ato (Bra.)

27-07-2017 23:29:11   In TeatroAgosto 2017  
A Salto Alto - Entre gentilezas e extermínios conta a história de sete pessoas sem nada no bolso, mas com o corpo cheio de camadas de liberdade, repressão, valores, colonização e transgressão, que ao terem acesso a uma outra maneira de viver se despem das suas experiências para vestir essa outra realidade. Mas, como a camada mais profunda de si mesmo sempre permanece, o que é visto em cena é um mergulho dos personagens num ambiente de luxo e ostentação, do qual nitidamente não fazem parte. O espectáculo desenrola-se a partir dessa tensão, entre um ambiente formal e refinado e personagens que carregam na sua essência a irreverência de quem tem que reinventar e re-significar a vida a cada instante.
A Salto Alto profana a fábula clássica da Cinderela, e aproxima-se da estrutura da crónica argumentativa, tendo como principal crítica a vaidade e o consumismo desenfreado da nossa sociedade. Os arquétipos da fábula, tais como a fada madrinha, a madrasta, as irmãs invejosas, o príncipe, a Cinderela, assim como o grande baile, as badaladas da´ meia-noite e o sapato de cristal são elementos que atravessam os personagens e todo o espaço cénico e que compõem a crítica social do espectáculo.
Direção: Circo no Ato e Roberto Magro \ Colaboração de Direção: Gustavo Ciríaco \ Direção de Cena: Maíra Maneschy \ Artistas Criadores (elenco): Carol Costa, Cássia Cristina, Luís Fernando Martins, Mário Martins, Natássia Vello, Rafael Garrido e Rodrigo Ceribelli \ Direção Musical: Raquel Coutinho \ Composição: Raquel Coutinho, Jongui e André Valle \ Figurinos: Zoé Martin-Gousset \ Dramaturgia: Diogo Liberano \ Iluminação: João Gióia

MARCHA DOS ANDADORES

27-07-2017 23:23:22   In TeatroAgosto 2017  

UMA ILHA MAS QUE NÃO TEM MAR

Do litoral para o interior, em certo período da nossa história, o poder central optou por enviar para esta zona do país todos aqueles que não ajudavam a criar uma fronte de boas aparências. A defesa do litoral português, por parte de um governo pouco instruído, levou a que as gentes da Cova da Beira se deparassem com o desleixo e a necessidade de afastamento que aqueles “enviados” tinham como destino. Esta ilha foi criada e, ainda hoje, aparentemente defendida, devido às dificuldades e impedimentos que se vão gerando ao desenvolvimento de uma região que continua a ser afastada e, tantas vezes, mal gerida, por parte de quem “manda”.

A MARCHA DOS ANDADORES deste ano terá como objetivo reivindicar uma atenção há muito esquecida. O pensar do "para inglês ver" que vota às traseiras do seu edifício o caixote de lixo e o enxame de moscas: "estão numa ilha sem mar e se quiserem atravessar, inventem a jangada!". Não sei se vamos conseguir atravessar um mar de terra… mas vamos tentar chegar ao mar por caminhos de luta! Invadir e conquistar aquilo que os nossos “criminosos” não quiseram fazer. Talvez porque estariam a tentar sobreviver ou apenas ocupados em ser poderosos numa terra onde reinava o “salve-se quem puder”!
Que se acabe o novo de segunda mão, a jangada e o barco de terra. Os engravatados do discurso inócuo! Querem-nos longe? Então vamos aportar... só para chatear!